By dezembro 22, 2025

2026 – ano para consolidar a caminhada e seguir avançando em conquistas para o setor

O próximo ano se desenha como um período decisivo para transformar avanços técnicos e institucionais em mudanças estruturais na cadeia da pecuária. Depois de um ciclo marcado por auditorias consolidadas, maior transparência e reconhecimento internacional – reforçado pela visibilidade na COP30 -, a expectativa é de que 2026 seja o ano da consolidação em escala.

Um dos principais pontos de atenção será o avanço do monitoramento de fornecedores indiretos. O tema, já amadurecido tecnicamente e amplamente debatido ao longo de 2025, tende a entrar em uma fase mais operacional, com testes, ajustes e maior integração entre bases de dados estaduais e federais. Avançar nesse campo será determinante para elevar o padrão de rastreabilidade da pecuária brasileira e reduzir assimetrias entre empresas e territórios.

Outro eixo central será a ampliação da governança e da previsibilidade para o setor. A expectativa é fortalecer ainda mais as Câmaras Sociais e Técnicas do TAC da Carne Legal, garantindo maior participação dos estados, do setor produtivo e da sociedade civil na tomada de decisões. Isso significa menos ruído, mais alinhamento institucional e maior segurança jurídica para quem investe e produz dentro da legalidade.

No plano internacional, o próximo ano deve aprofundar o diálogo com mercados estratégicos, especialmente aqueles que passam a exigir comprovações mais robustas de conformidade socioambiental. A experiência acumulada pelo Boi na Linha, aliada a novas ferramentas e materiais técnicos, coloca o programa em posição estratégica para apoiar empresas brasileiras na adaptação a regulações como a EUDR e a demandas crescentes por cadeias livres de desmatamento.

Internamente, a expectativa é dar continuidade às oficinas de capacitação, expandindo o alcance territorial e fortalecendo a qualificação de auditores, frigoríficos e atores públicos. A lógica permanece a mesma: transformar protocolos em prática cotidiana, reduzindo desigualdades de acesso à informação e elevando o padrão técnico da cadeia como um todo.

O ano que vem não será apenas sobre criar novas regras, mas sobre fazer funcionar o que já foi construído. Para o Boi na Linha, o desafio é claro: seguir conectando dados, políticas públicas, mercado e território, garantindo que a pecuária brasileira avance com base em legalidade, transparência e responsabilidade socioambiental – não como exceção, mas como regra.